23 de março de 2013

Meus 10 CDs clássicos por Henrique Linhares

A partir de hoje temos uma seção nova no "Blogando", Meus 10 CDs clássicos, neste espaço comentaremos sobre cds que marcaram nossas vidas. Sejam muito bem vindos a mais este espaço.

Bom para começarmos esta seção irei compartilhar com vocês quais são os 10 CDs que eu considero clássicos indispensáveis para qualquer headbanger.

Led Zeppelin - Led Zeppelin IV (1971)

Led Zeppelin, falar desta banda é simplesmente falar sobre um dos responsáveis pelo que hoje conhecemos por música pesada, Jimmy Page, Robert Plant, John Paul Jones e o saudoso John Bonham são ícones da história da música, no ano de 1971, já famosos, lançaram o (na época) LP Led Zeppelin IV, este trabalho contém pérolas do Rock'n'Roll como "Black Dog", "Rock And Roll", "Going To California" e um dos hinos da banda e do própio rock "Stairway To Heaven", simplesmente indispensável, quem realmente gosta de música de qualidade guarda com certeza este (hoje) CD em um lugar muito especial em sua coleção.

Quiet Riot - Metal Health (1983)

Sou extremamente suspeito para falar sobre a banda Quiet Riot, e em especial a respeito deste CD "Metal Health", meu primeiro contato com o metal foi justamente com esta banda quando assisti ao videoclipe da música "Cum On Feel The Noize" um cover da banda Slade, eu pirei! Infelizmente a banda teve muitos altos e baixos em sua trajetória e nunca atingiu o seu lugar merecido no mundo do Metal.

AC/DC - Highway To Hell (1979)

No ano de 1979 a banda AC/DC já era famosa, principalmente pelas apresentações alucinadas de seu guitarrista Angus Young, e também pelo vocal rasgado e descompromissado de Bon Scott, neste ano lançaram o LP "Highway To Hell" último trabalho com Scott antes de sua morte em fevereiro do ano seguinte, PERFEITO, acho que esta palavra define muito bem este LP, os acordes da música "Highway To Hell" são magistrais, as faixas "Touch Too Much", "If You Want Blood (You've Got It)", "Shot Down In Flames", definem até hoje o que é o universo Rock'n'Roll. Um dos melhores cds que ouvi em minha vida.

Black Sabbath - Heaven And Hell (1980)

Após a saída de Ozzy Osbourne da banda, os membros do Black Sabbath recrutaram Ronnie James Dio para assumir os vocais, e o resultado disto foi o sensacional "Heaven And Hell" lançado em 1980, o baixinho Dio trouxe outra vida ao Sabbath com canções espetaculares como "Neon Knights", "Children Of The Sea", "Lady Evil" e a sombria "Heaven And Hell", com certeza este é um dos mais importantes trabalhos da discografia da banda e até mesmo do próprio Dio.

Metallica - Master Of Puppets (1986)

Terceiro CD lançado pelo Metallica, "Master Of Puppets" é um ícone do Thrash Metal, último trabalho com o baixista Cliff Burton e que contém alguns dos maiores clássicos da banda. Na minha humilde opinião a música "Master Of Puppets" é a mais perfeita que já ouvi até hoje, e acho muito difícil que alguma outra a supere. Velocidade, técnica, competência e talento resultaram em obras primas do Metal como a já citada "Master Of Puppets", e também "Battery", "Welcome Home (Sanitarium)", "Leper Messiah" e "Damage, Inc.". Este CD solidificou de vez o nome do Metallica no cenário mundial da música pesada.

Slayer - Reign In Blood (1986)

Confesso que a primeira vez que ouvi "Reign In Blood" achei uma porcaria, uma gritaria sem sentido, cometi o erro de compará-lo ao "Master Of Puppets" do Metallica, e deixei o CD num canto do armário por algum tempo. Mas quando realmente me decidi a ouvir com atenção o petardo, fiquei babando, o grito devastador de Tom Araya em "Angel Of Death" abre as portas da pancadaria que se segue com "Piece By Piece", "Necrophobic", "Altar Of Sacrifice", "Jesus Saves", "Criminally Insane", "Reborn", "Epidemic", "Postmortem" e se encerra em menos de 30 minutos com "Raining Blood", é um dos poucos cds que eu conheço que todas as músicas são perfeitas. Imperdível!!!

Judas Priest - Painkiller (1990)

O Judas Priest, após alguns trabalhos que despertaram uma desconfiança muito grande por parte de seus fãs, precisava desesperadamente lançar um CD que realmente fosse digno de sua grandiosidade, e "Painkiller" foi este CD, a introdução de bateria da música "Painkiller" é algo fenomenal, nunca ouvi nada parecido, a agressividade dos vocais de Rob Halford, a velocidade das guitarras de K.K.Downing e Glenn Tipton, a precisão do baixo de Ian Hill e o massacre sonoro da bateria de Scott Travis nos brindam com uma das músicas mais espetaculares do Heavy Metal, mas não para por aí, pois ainda temos "Hell Patrol", "All Guns Blazing", "Night Crawler", "Between The Hammer & The Anvil" e "A Touch Of Evil" como clássicos deste CD. Uma aula de Heavy Metal que não pode faltar em coleção alguma de um headbanger de verdade.

Iron Maiden - The Number of The Beast (1982)

Primeiro CD do Iron Maiden com o vocalista Bruce Dickinson, a banda não mudou apenas de frontman neste trabalho, em "The Number Of The Beast" a Donzela se solidifica como um dos grandes nomes do Heavy Metal mundial. Bruce Dickinson deu vida nova à banda, e seu estilo vocal transformou este CD num dos maiores clássicos do grupo, "Invaders", "Children Of The Damned", "22 Acacia Avenue", a fabulosa "The Number Of The Beast", "Run To The Hills" e "Hallowed Be Thy Name" definitivamente marcaram a história do Iron Maiden. Se você não tem este cd corra a uma loja e compre imediatamente!

Deep Purple - Perfect Strangers (1984)

Tá certo que muita gente acha "Smoke On The Water" a obra prima do Deep Purple, concordo que esta música é marcante para a história tanto da banda quanto da música pesada, mas na minha opinião "Perfect Strangers" é o disco dos caras. Ian Gillan e Cia foram perfeitos em cada uma das notas de todas as faixas deste CD, quem não conhece as canções "Knocking At Your Back Door", "Wasted Sunsets", "Mean Streak" e a clássica "Perfect Strangers" com certeza não mora neste planeta.


Marillion - Misplaced Childhood (1985)

Um dos maiores nomes do Rock Progressivo mundial, a banda Marillion é responsável por um dos grandes clássicos dentro deste estilo, o CD "Misplaced Childhood" de 1985,  o vocalista na época do lançamento Fish é considerado até hoje uma das vozes mais belas do Rock, este CD alcançou o primeiro lugar na lista dos álbuns mais vendidos do Reino Unido em 85, e não era para menos, afinal de contas "Misplaced Childhood" contém pérolas como "Pseudo Silk Kimono", "Kayleigh", "Lavender" entre tantas outras. Um belo CD, começando pela bela arte da capa, e culminando com canções maravilhosas. Recomendo este CD para todos que gostam de Rock e principalmente para aqueles que não são radicais e gostam de conhecer boas bandas.


Henrique Linhares


13 de março de 2013

Metal em luto, morre Clive Burr

Mais um dia triste para o mundo da música, faleceu ontem aos 56 anos de idade Clive Burr, o lendário baterista do Iron Maiden.



Clive fez parte da formação inicial da "Donzela de Ferro", gravou os três primeiros álbuns da banda, Iron Maiden em 1980, Killers em 1981 e o fantástico The Number Of The Beast em 1982, e foi obrigado a abandonar o meio musical quando foi diagnosticado com esclerose múltipla.

Sobre a morte do ex-companheiro de banda, Steve Harris, fundador do Iron, e que acabou de fazer aniversário comentou o seguinte: "Esta é uma notícia muito triste. Clive era um velho amigo de todos nós. Ele era uma pessoa maravilhosa e um baterista incrível que deu uma valiosa contribuição para a Donzela no início, quando estávamos começando. Este é um dia triste para todos na banda e aqueles em torno dele e os nossos pensamentos e condolências estão com sua parceira Mimi e família neste momento." 

Cabe a nós rezar por Clive e sua família, e pedir a Deus que o receba com festa. 



Obrigado Clive por tudo, descanse em paz! 


Henrique Linhares


Parabéns Steve Harris

O Blogando não poderia deixar passar em branco uma data tão especial para o mundo da música pesada, ontem dia 12/03, o baixista e fundador do Iron Maiden, Steve Harris, completou 57 anos de idade, segue aqui nossa pequena homenagem e esse músico sensacional.



Stephen Percy Harris, o nosso Steve Harris, nasceu em Londres no dia 12 de março de 1956, músico e compositor, conhecido muldialmente por ser baixista, baking vocals, eventualmente tecladista, vocalista, principal compositor e fundador da banda britânica de heavy metal Iron Maiden. Único integrante a permanecer na banda desde a sua criação e também a tocar em todos os álbus da "Donzela de Ferro".



Obrigado Steve por tudo que fez e por tudo que continua fazendo em nome do metal.

Parabéns e que Deus te ilumine cada vez mais.


Henrique Linhares


Tattoos: dos primórdios aos dias de hoje

Vista antigamente pela sociedade como um símbolo de marginalidade e de pessoas desocupadas, as tatuagens, ou tattoos, hoje muito mais que um modismo são uma filosofia de vida e expressão cultural.



Um dos mais conhecidos registros que se tem sobre as tatuagens é do capitão inglês James Cook, quando o mesmo tentava entrar em contato com os nativos do Taiti.

O povo daquela região designava o hábito de pintareem indefinitivamente a pele de "tatau", por conta do barulho produzido pelos instrumentos na confecção de suas tatuagens. No entanto, não podemos dizer que eles foram os primeiros a desenvolverem esse tipo de hábito. O homem de Ötzi, com cerca de mais de 5.300 anos, fazia inveja a qualquer aficcionado por tatuagens dos dias de hoje. Em seu corpo foram encontradas mais de cinquenta tatuagens, de acordo com alguns estudiosos, tinham significações religiosas.

A prática da tatuagem também foi registrada entre os egípcios e os pictos, uma civilização antiga do Norte da Europa. No Brasil, diversas tribos indígenas traziam tatuagens pelo corpo. Os waujás e os kadiwéus são alguns dos povos indígenas que utilizavam da pintura definitiva para expressarem rituais de passagem e reverência a alguns elementos da natureza. Apesar da existência da tatuagem, esse hábito não se popularizou por conta das culturas indígenas.

Foram os marinheiros ingleses, por meio do contato com os polinésios que difundiram essa prática pelo mundo. A reprodução de feras do mar, caveiras e embarcações demonstravam as aventuras desses homens que se lançavam pelo mar. Sendo os mesmos sujeitos de pouca condição financeira ou influência social, fizeram da tatuagem algo popular entre os guetos, prostíbulos e tavernas frequentadas pela "escória", ou seja, desocupados, lutadores de rua, criminosos e prostitutas.

Esse tom marginal dado à tatuagem também fazia com que corpos tatuados fossem presença garantida nas atrações circenses dos chamados freak shows. Foi somente na segunda metade do século XX qua a tatuagem incorporou os ideais da cultura ocidental. O seu tom contestatório ultrapassou barreiras tornando-se um símbolo de ousadia e personalidade.

Motivações íntimas, delicadas e suaves também incorporam o mundo das tatuagens. Homens e mulheres de mais idade hoje também tatuam seus corpos. Ela deixou de ser um item exclusivo de uma cultura jovem para tornar-se uma via de expressão da subjetividade.



Tattoo no Brasil

No Brasil o percursor da tatuagem moderna foi um cidadão dinamarquês chamado Knud Harald Lucky Gegersen. Ele ficou conhecido como Mr. Tattoo, ou apenas Lucky.

O dinamarquês chegou ao país em 1959 e morou em Santos, no litoral paulista. Manteve-se financeiramente utilizando seu talento e suas técnicas de desenhista e pintor profissional.

Lucky teve grande importância no mundo da tatuagem nacional. os tatuadores associam a ele a chegada da tatuagem no Brasil, assim como a sua popularização e, por isso, dizem que por mais imperfeita que seja a tatuagem de Lucky, ela vale muito. Ele foi notícia em vários jornais nacionais, e em 1975 foi personagem de uma matéria do jornal "O Globo" que o nomeou como único tatuador profissional da América do Sul.

Seu óbito foi notícia no Jornal de Santos ("A Tribuna") no dia 18 de dezembro de 1983. Durante alguns anos o dinamarquês continuou sendo o único tatuador profissional do continente, até que com o tempo seus seguidores foram surgindo herdando dele as técnicas e a arte de fazer tatuagem.

Apesar de sua história, a tatuagem foi inventada várias vezes e não possui uma origem determinada em algum lugar ou pessoa. A tatuagem surgiu em todos os continentes, com diferentes intenções, motivos, técnicas e resultados.



Fontes de pesquisa: