9 de maio de 2013

Manowar - The Lord Of Steel (2012)



Manowar
The Lord Of Steel 
2012
9,0

Heavy Metal puro, direto, certeiro ... assim é "The Lord Of Steel", o mais novo trabalho da banda americana Manowar. 
Sou extremamente suspeito para falar desta banda, pois confesso que sou fanático pelo grupo, mas reconheço que eles estavam devendo um trabalho realmente digno da grandiosidade do Manowar, e este trabalho finalmente nos foi presenteado, e em grande estilo.
De cara uma das coisas que nos salta aos ouvidos é o som do baixo de Joey DeMaio, além de muito técnico, pesado e preciso (como sempre!) está mais encorpado e agressivo também, muito bom mesmo! a canção "The Lord Of Steel" abre o CD nos mostrando extamante isto e também um entrosamento incrível entre Joey e o guitarrista Karl Logan, agora a única palavra que consigo encontrar para definir a faixa seguinte "Manowarrios" é ESPETACULAR, cara que riffs, que baixo, que refrão, definitivamente mais um clássico da banda, em "Born In A Grave" é a vez de Eric Adams nos mostrar que continua sendo um dos maiores vocalistas do genêro, aliás Adams prossegue com seu show na baladinha "Righteous Glory", a faixa seguinte "Touch The Sky" é bem bacana e serve de aperitivo para "Black List", uma aula de Heavy Metal em todos os sentidos, instrumental impecável, pesado, com Logan e DeMaio se revezando em acordes incríveis assim como na faixa "Expendable" em ambas se ouve claras influências de Stoner Rock, a melhor faixa do CD "El Gringo" foge aos padrões da banda e acho que por este motivo se destaca tanto, o refrão é formidável e o instrumental nem se fale! na sequência a canção "Annihilation" consegue manter o mesmo pique pesado das demais e Adams até se solta um pouco mais, e finalizando o trabalho com chave de ouro "Hail, Kill And Die" bem ao velho estilão da banda.
São pouco mais de 47 minutos distribuídos em 10 faixas, com as já tradicionais letras focando o True Metal e guerreiros, a grande diferença desta vez é que a essência do Manowar está de volta. Os auto intitulados deuses do Metal regressaram!


Henrique Linhares


8 de maio de 2013

Soul's Silence - Doom Metal (São Paulo/SP - Brasil)


A Soul’s Silence é uma banda de Doom Metal natural de São Paulo, formada por Airton Alves (vocais), Kleber Silva (guitarras e backing vocals), Jeferson Menezes (teclados), Rodrigo Sughayyer (baixo) e Sergio Barsant (bateria). Nitidamente influenciados pelo trabalho de ícones como Amorphis, Moonspell, Opeth e My Dying Bride, os paulistas apostam numa sonoridade mais voltada para o Doom Death Metal, com uma dose consciente e eficaz de Prog Metal em alguns momentos.

Uma das principais características e que deve ser ressaltada sobre a banda é o fato de, mesmo sendo uma banda de Doom Metal, em nenhum momento a Soul’s Silence tenta se prender a antigas fórmulas que acabam por assim datar o estilo, conseguindo assim agradar tanto aos fãs mais fervorosos do subgênero, quanto àqueles que gostam de um som mais rápido e pesado. A banda vem recebendo desde o lançamento do seu primeiro EP “Act I: Sorrow”, críticas positivas, o que rendeu ótimas resenhas e entrevistas à websites especializados, não só no Brasil como em países como Argentina, Portugal e Malásia. Assim como suas músicas tocadas em web rádios dentro e fora do país. E o fato da banda conseguir caminhar dentro de diversos estilos sem fugir de suas raízes Doom, tem sido o ponto exaltado nas resenhas.



Como primeiro registro da banda em estúdio, Act I: Sorrow (2012), a produção ficou a cargo da própria banda e Felipe “Vox”. Disponível para audição e download gratuito em suas redes sociais, o registro mostra consistência e coesão nas cinco faixas que o compõem, marcado por riffs melódicos construídos em cima de escalas orientais, que conferem um diferencial interessante para o estilo. Acompanhados por teclados marcantes e colocados nas músicas na medida certa, sem exageros. Um vocal de extrema competência, que em alguns momentos nos remete a voz genial de Fernando Ribeiro do Moonspell, predominantemente gutural, alternando com passagens líricas que flertam com a vertente tradicional de caráter mais épico do Doom Metal, resultando em arranjos vocais bem trabalhados. A cozinha da banda conta com um baixo bem atuante, não contido apenas à função de atribuir peso às composições, com momentos de destaque e em constante projeção, soando pulsante e vigoroso, em harmonia com uma bateria impulsiva e dinâmica, conduzindo as composições de momentos mais cadenciados aos mais frenéticos.  Vale salientar o engajamento da Soul’s Silence em causas sociais, ao doar 50% das vendas da música Anubis, segunda faixa do EP, para a Fundação Love Hope Strenght, que promove programas de combate ao câncer ao redor do mundo, sendo esta música a única que não se encontra para download gratuito.

Maiores informações acesse:






2 de maio de 2013

Um dia triste para o Metal, morreu Jeff Hanneman!

Morreu hoje nos EUA, aos 49 anos, Jeff Hanneman, guitarrista e um dos fundadores da banda de Thrash Metal americana Slayer.

Jeff Hanneman


 A banda divulgou a seguinte mensagem em seu site oficial: "O Slayer está devastado ao informar que o companheiro de banda e irmão, Jeff Hanneman, morreu por volta de 11h desta manhã próximo à sua casa, no sul da Califórnia. Hanneman estava em um hospital da  região quando sofreu insuficiência hepática. Ele deixa a esposa Kathy, a irmã Kathy e os irmãos Michael e Larry, e sua falta será profundamente sentida. Irmão Jeff Hanneman, descanse em paz (1964 - 2013)"

Slayer: Tom Araya, Jeff Hanneman (de óculos escuros), Dave Lombardo e Kerry King

 A banda tem shows agendado nos dias 20, 22 e 24 de setembro no Brasil, sendo um deles no próximo Rock In Rio, a assessoria do grupo ainda não se manifestou se os shows serão cancelados ou sofrerão alguma mudança.
O Blogando, e eu pessoalmente, estamos de luto por esta perda. Esse ano definitivamente não está sendo bom para mim, recentemente perdi o meu maior amigo ... meu pai, e continuo perdendo os ídolos de minha adolescência. É triste constatar desta maneira que estou ficando velho.



RIP ... Jeff Hanneman ...


Henrique Linhares

1 de maio de 2013

Deep Purple - Now What?! (2013)



Deep Purple
Now What?!
2013
Nota: 8,0

Após 8 anos do lançamento de seu último trabalho os veteranos do Deep Purple estão de volta com o CD "Now What?!", muito se falava no meio musical a respeito de uma possível crise de criatividade dentro da banda, na minha opinião, se todas as bandas tivessem uma crise como esta, na sequência só teríamos boa música como o resultado final.
Para "Now What?!" os músicos da banda recrutaram o produtor Bob Ezrin, para quem não o conhece, simplesmente ele é responsável por pérolas como "The Wall" do Pink Floyd por exemplo, e o que se ouve no CD é um Deep Purple podemos dizer nostálgico e moderno ao mesmo tempo, as músicas são muito boas e executadas com extrema competência, Steve Morse nas guitarras e Don Airey nos teclados roubam a cena na maioria das canções, Paice está preciso em suas batidas, Roger Glover  como sempre certeiro nas 4 cordas e Gillan ... porra, Gillan é Gillan, falar o que do cara!!!
"A Simple Song" abre o CD com sua introdução meio baladinha, mas que logo se transforma em acordes e sonoridade do mais puro e prazeiroso Hard Rock, Don Airey deve estar recebendo todas as bençãos de Jon Lord lá de cima, porque o cara simplesmente destrói nos teclados, "Out Of Hand" é outra canção que marca, com sua carcaterística um tanto quanto psicodélica tem harmonias muito interessantes, "Hell To Pay" me agradou em cheio, com seu instrumental mais veloz e um Gillan empolgado, muito legal mesmo!, em "Body Line" Ian Paice está mandando bem demais nas baquetas, outro bom momento do trabalho é a canção "Ápres Vous" novamente com Gillan barbarizando, e temos também "Vincent Price" com seu tom meio sombrio podemos dizer, gostei muito desta música, uma das melhores do CD, e finalizando em grande estilo temos "It Will Be Me" um Blues fora de série com Airey e Gillan dando show.
"Now What?!" nem de longe lembra os trabalhos clássicos do grupo, mas ao que parece não é esta a intenção dos músicos, ao contrário, com este trabalho eles nos mostram que estão mais vivos do que nunca e principalmente que fazem música porque gostam e não apenas para ganhar muito dinheiro.


Henrique Linhares