12 de setembro de 2013

Statik Majik - Stoner Metal (Rio de Janeiro)


A Statik Majik começou suas atividades em 2002 quando na época, Luís Carlos (baterista) desestimulado com suas bandas atuais, resolveu fazer um som que mais o inspirava musicalmente. Em 2003 a Statik Majik, com apenas 6 meses de trabalho,  gravou sua primeira demo intitulada “Be Magic”. A repercussão na mídia especializada foi boa, rendendo boas resenhas em revistas especializadas, o trabalho da banda foi bem recebido também entre amantes do gênero musical. A repercussão desta demo fez com que a banda participasse de 2 coletâneas: “Locos Gringos Have A Party” e “Extreme Underground 2”.


Diante de uma boa receptividade, a banda entra em estúdio em 2004 para a gravação de um novo trabalho em formato demo, chamado “Utopia Sunrise”. Este trabalho trazia 6 músicas, e ao contrário do trabalho anterior, vinha mais diversificado em suas influências. Novamente as resenhas foram muito positivas, e no ano seguinte a banda ainda participou de uma coletânea lançada em vinil chamada “Warriors Of Dark Sun”, que teve uma ótima aceitação no exterior. Porém, nem tudo estava indo bem com a banda já que havia conflitos internos entre alguns integrantes, e a banda acabou por encerrar as suas atividades.


Em 2006 era a hora de dar a volta por cima, Luís Carlos resolveu retornar com as atividades da banda, reformulando toda a formação, trazendo para o grupo o baixista Evandro de Souza, que já estava em sua formação anterior, e adicionando o vocalista Rafael Tavares e também o guitarrista Marlon Guedes. Com esta formação iniciam o projeto de lançar um EP contendo músicas novas e regravações, em 2007 lançam “Redemption”, um trabalho que, musicalmente não mostrava uma evolução sonora da banda, entretanto despejava fúria em 4 músicas e no desejo incomum de seguir em frente com a banda. A Statik Majik começou a fazer shows de divulgação, tendo feito apresentações fora do Rio de Janeiro (capital) pela primeira vez, tocando em Macaé, Minas Gerais (no Roça And Roll para 5 mil pessoas), Uberlândia, etc. Mas, apesar de todas as conquistas, os problemas internos continuaram e nas gravações do seu primeiro CD é que eles vieram definitivamente a tona, e mesmo com o lançamento de um single “Shadows Of Hope”, mudar a formação foi a única solução ideal para que a banda pudesse prosseguir com seu trabalho, então, já contando com Thiago Velasquez no baixo e vocais e com as saídas de Rafael e Marlon, prosseguem com as gravações que naturalmente demoraram mais demorassem mais a sair , o processo de mudanças e a demora maior nas gravações fez com que os músicos tivessem um tempo maior para trabalhar, o resultado disso foi um trabalho mais apurado. O CD intitulado “Stoned On Musik” continha 9 músicas, a produção ficou a cargo de Flávio Pascarillo (baterista das bandas Nordheim e Tribuzy), além da supervisão e apoio que teve também de pessoas como Carlos Lopes (Mustano). Em 2010 é finalmente lançado o CD, acompanhando de uma tour com muitos shows pelo Brasil e a adição ao grupo de Thigo D’Lopes na guitarra. A banda já está em estúdio gravando o material para o novo CD que se chamará “Wrath Of Mind” e terá 10 músicas, além de contar com a produção de Renato Tribuzy (Tribuzy).


Statik Majik:

Thiago Velasquez - Baixo e Voz
Thiago D'Lopes - Guitarra
Luís Carlos - Bateria e Backing Vocals

Visite o site oficial da banda:


Fotos: Luciana Pires


6 de setembro de 2013

Stan Lee, o mago dos quadrinhos


Stanley Martin Lieber nasceu em Manhattan, Nova York, Estados Unidos, no dia 28 de dezembro de 1922, filho do casal Jack e Celie Lieber, ambos judeus imigrantes da Romênia. Seu pai, um alfaiate, e sua mãe, dona-de-casa, tiveram ainda mais um filho, Larry, nascido em 1931 (e que assim como o irmão mais velho, também fez carreira no mundo dos quadrinhos). A família de Lee era relativamente pobre, tendo ele morado boa parte da infância e da adolescência em um "quarto-e-sala" na região do Bronx, na periferia de Nova York, em que ele e o irmão dividiam o diminuto e único quarto do apartamento e os pais dormiam em um sofá-cama na sala. Durante a adolescência, Lee estudou na DeWitt Clinton High School, também localizada no Bronx.

Desde pequeno, Lee gostava de escrever, e seu sonho durante a adolescência era escrever um dia um grande romance. Inteligente, Lee se formou na escola relativamente cedo, aos 15 anos, tendo trabalhado escrevendo obituários em jornais, entregando sanduíches para escritórios no Rockefeller Center, trabalhando de office boy para uma fábrica manufatureira e como "lanterninha" do Teatro Rivoli na Broadway.


Ainda na adolescência, Lee trabalhou para Martin Goodman na Timely Comics, que mais tarde se tornaria a Marvel Comics. Goodman era casado com a prima de Lee. Seu primeiro trabalho publicado foi uma página para preencher texto assinado com o nome Stan Lee, que apareceu na revista Capitão América em 1941. Stanley usou o nome "Stan Lee" porque sonhava um dia escrever o maior de todos os livros do país e não queria seu verdadeiro nome assossiado às histórias em quadrinhos. Ele logo passou a escrever histórias de fato, tornando-se o editor mais novo no campo de trabalho com 17 anos.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Lee alistou-se no Exército dos Estados Unidos e serviu na parte de comunicação, escrevendo manuais, slogans, filmes de treinamento e ocasionalmente desenhando. Após a guerra, Lee voltou para a Timely Comics. Naquela época, uma campanha de decência liderada por um psiquiatra e por um Senador culpava as revistas em quadrinhos por corromper os jovens com imagens violentas e sexuais. As empresas de HQ responderam com a organização de um sistema de controle interno, e eventualmente adotaram o estrigente Comics Code Authority.

Permanecendo na Timely / Marvel pela década de 50, Lee escreveu histórias de vários gêneros como romance, faroeste e ficção científica. No fim da década, ele ficou insatisfeito com a sua carreira e pensou em sair da área.

No fim da década de 50, a DC Comics deu uma reanimada no gênero dos super-heróis e teve sucesso significativo com o super time da Liga da Justiça da América. Em resposta, Martin Goodman, o publisher (chefe editorial) da Marvel, deu a Lee a tarefa de criar um time de super-heróis novo. A esposa de Lee o alertou para experimentar histórias que ele preferia já que a ameaça de ser demitido não importava. Ele agiu sob este conselho, e, de repente a carreira de Lee mudou completamente.

Lee com a ajuda de Jack Kirby, deu a seus novos super-heróis sentimentos mais humanos, uma mudança de seus outros heróis que eram tipicamente escritos para pré-adolescentes. Seus heróis tinham um temperamento ruim, ficavam melancólicos, cometiam erros humanos normais, preocupavam-se em pagar as suas contas e impressionar suas namoradas, e às vezes ficavam até doentes fisicamente. Os super-heróis de Lee capturaram a imaginação dos adolescentes e jovens adultos, e as vendas aumentaram drasticamente.

O grupo de super-heróis que Lee e Jack Kirby produziram foi a família de super-heróis conhecida como o Quarteto Fantástico. Sua popularidade imediata fez com que Lee e os ilustradores da Marvel produzissem vários novos títulos. Lee criou com Kirby, o Incrível Hulk, o Homem de Ferro, Thor e os X-Men, criou com Bill Everett o Demolidor (Daredevil), e também o Doutor Estranho, e o personagem de maior sucesso da Marvel, o Homem Aranha, criado com Steve Ditko.


Pela década de 60, Lee escreveu, coordenou a arte e editou a maior parte das séries da Marvel, moderou as páginas de cartas e escreveu uma coluna mensal chamada "Stan's Soapbox", escreveu muito material promocional, sempre assinando com a frase que é a sua marca registrada: "Excelsior!".

Nos últimos anos, Lee tornou-se ícone e a cara pública da Marvel Comics. Ele faz aparições em convenções de histórias em quadrinhos pelos EUA, palestrando e participando em discussões. Ele também mudou-se para a Califórnia em 1981 para desenvolver as propriedades de televisão e filme Marvel.

Lee também apareceu em Os Simpsons e fez a voz de um personagem na série animada produzida pela MTV do Homem Aranha. Durante a revolução ponto da Internet, ele criou o StanLee.net, que pertencia a uma companhia separada e administrada por outros, a companhia tinha o conceito de misturar animação online com tiras de quadrinhos tradicionais, mas infelizmente a companhia ficou conhecida pela sua má administração e irresponsabilidade financeira.

Na década de 2000, Stan Lee fez seu primeiro trabalho para a DC Comics, lançando a série Just Imagine ... (apenas Imagine ...), na qual Lee reimaginava vários super-heróis incluindo Superman, Batman, Mulher Maravilha, Lanterna Verde e Flash. Lee também criou a série animada para adultos Stripperella para a Spike TV, e em 2004 anunciou planos para colaborar junto com Hugh Hefner e uma série animada das coelhinhas da Playboy.



O incrível sucesso do universo dos quadrinhos que vemos hoje se deve a este cara e toda sua obra genial. Os super-heróis que nos fascinavam em nossas infâncias e continuam fascinando nossos filhos atualmente são um presente deste simpático senhor.
Obrigado Stan Lee.



Fonte de pesquisa: http://pt.wikipedia.org/wiki/Stan_Lee

4 de setembro de 2013

Symphony Draconis - Banda divulga mais uma prévia do novo álbum


A banda gaúcha Symphony Draconis divulgou através dos seus canais Youtube, Reverbnation e Soundcloud, mais uma música que estará no seu Debut, "Supreme Art Of Renunciation", com lançamento previsto para os próximos meses.

O Full será lançado no Brasil pelos selos Eternal Hatred, Misanthropic e Corvo Records, sendo que também está previsto, por enquanto só na América do Norte, o lançamento do mesmo álbum no formato Vinil pelo selo americano Metal Hell Rec.

O vídeo com a nova música, fotos de divulgação e os links para download podem ser conferidos abaixo:





Henrique Linhares


1 de setembro de 2013

Resenha: Krokus - Dirty Dynamite (2013)


Krokus
Suíça
Dirty Dynamite
2013
8,5

Caramba, tá aí um CD legal de se ouvir! Para aqueles que não conhecem a banda suíça Krokus, formada em 1974, está é uma ótima oportunidade para ouvir seu Rock'n'Roll clássico e recheado de Hard Rock da melhor qualidade.
Sei que isso já deve ter sido dito centenas ou até mesmo milhares de vezes, mas é impossível não mencionar a incrível semelhança entre a voz de Marc Storace e do lendário vocalista Bon Scott, se você fechar os olhos e ouvir este CD vai jurar que é o próprio Bon quem está cantando.
"Dirty Dynamite" como já foi dito, é um CD de Rock'n'Roll, com descaradas influências de AC/DC (dos bons tempos), influências que se manifestam não somente no estilo, mas também no modo como Marc Storace canta, não vejo isto como um ponto negativo, ao contrário, a banda Krokus tem personalidade própria, e é muito competente no que faz.
"Hallelujah Rock n' Roll" abre muito bem o CD, com guitarras muito legais, o que é uma constante em todo o trabalho, "Go Baby Go" a faixa seguinte é energia pura, duvido que você não vai ficar cantarolando o refrão dela após a canção ter acabado, em "Rattesnake Rumble" os riffs simples são o grande destaque, uma prova de que não é preciso fazer malabarismo para se conseguir um bom resultado, a faixa título "Dirty Dynamite" é mais cadenciada e muito bacana, novamente as guitarras chamam a atenção com seus riffs em "Let The Good Times Roll", o único ponto que poderia ser dispensável neste CD é a faixa "Help" um cover dos Beatles e que na minha humilde opinião (não desmerecendo a grandiosidade de Lennon, McCartney, Starr e Harrison) não se encaixou bem com o estilo de "Dirty Dynamite", gostei muito também das faixas "Dög Song" e "Hardrocking Man" a primeira mais pesadona e a última vibrante, muito legais mesmo.
"Dirty Dynamite" é um CD que chamou muito a minha atenção, eu particularmente gostei bastante, é um trabalho que nos remete ao auge dos anos 70, uma época de ouro. É, definitivamente os "velhinhos" estão dando um banho nessa garotada nova.


Henrique Linhares