10 de setembro de 2014

Meus 10 CDs clássicos por Mário Pastore (Pastore / Delpth / Acid Storm)

Dessa vez convidei um dos maiores vocalistas de Metal da nossa terrinha, e na minha humilde opinião um dos melhores do mundo, para comentar sobre os 10 Cds que ele considera clássicos.

Estou falando de Mário Pastore, um dos caras mais fodas do cenário Heavy Metal nacional, vocalista de bandas como Acid Storm e Delpth, e que novamente nos atendeu com o maior carinho e atenção.


Então chega de papo e vamos conhecer um pouco do gosto musical dessa fera.

 Black Sabbath – “Mob Rules” (1981)
  


Black Sabbath “Mob Rules”. Este é um álbum que eu já ouvia aos 14 anos e ficava maravilhado com o peso e os vocais do Dio, é até hoje um dos meus CDs favoritos do Sabbath, uma obra prima que influenciou e influencia músicos mundo afora.


Iron Maiden – “Piece Of Mind” (1983)
  


Iron Maiden “Piece Of Mind”. Eu confesso que havia estranhado um pouco a voz do Bruce Dickinson em sua estreia na banda com o “The Number Of The Beast”, isto porque eu estava acostumado com o Paul Dianno no primeiro álbum e no “Killers” também, mas quando ouvi o “Piece Of Mind” eu pirei no disco, não saia do aparelho!!! Faixas como “Where Eagles Dare” e “Still Life” são épicas, mas o disco inteiro é FANTÁSTICO!!!


Savatage – “Power Of The Night” (1985)
  


Savatage “Power Of The Night”. Esse disco é algo fora do normal para mim, e eu disse isso ao Jon Oliva pessoalmente, e ele me respondeu que ele também gosta demais deste trabalho e é também um dos preferidos dele. Peso, riffs cortantes, cortesia do infelizmente falecido Criss Oliva, os vocais rasgados e agudos de Jon Oliva e os temas viscerais como “Warriors” e “Unshual”. Se você nunca ouviu, faça isso agora!!!


Queensrÿche – “The Warning” (1984)
  


Queensrÿche “Warning”. Eu quando ouvi o Heavy tradicional com a voz melódica e aguda do Geoff Tate, fiquei apaixonado e comecei a estudar a escola do cara, que disco maravilhoso, até hoje não me canso de ouvir, adoro as músicas “Child Of Fire”, “Roads To Madness”, “Warning” e “Take Hold Of The Flame”, estas  são músicas que não precisam de apresentação!!! ANIMAL demais esse petardo!!!


Manowar – “Battle Hymns” (1982)
  


Manowar “Battle Hymns”. Esse homônimo eu peguei emprestado com um brother, porque falavam demais da banda na galera do ABC, e eu cheguei em casa e coloquei o bolachão para rolar. Meu Deus, quando ouvi o tema “Manowar”, pensei, caracaaaa isso que é energia e peso!!! Adoro as faixas “Dark Avenger” e “Fast Taker” entre outras!!! Clássico!!!


Anthrax – “Spreading The Disease” (1985)
  


Anthrax “Spreading The Disease”. Peguei uma fita cassete emprestada com o guitarrista que tocava comigo, quando coloquei no aparelho demorei para devolver a fita e depois comprei o vinil importado, pois não havia saído aqui na época, 1986 isso!!! Riffs fabulosos, a voz aguda e bonita de Joe Belladona, e canções maravilhosas como “Armed And Dangerous”, “A.I.R.”, “Medusa”, de matar esse disco, é até hoje um dos meus favoritos!!!


Deep Purple – “Made In Japan” (1978)
  


Deep Purple “Made In Japan”. Comecei a buscar agudos ouvindo no bolachão duplo o Gillan esmerilhando “Child In Time” e “Lazy”, os solos e as brincadeiras de voz e guitarra entre Gillan e Blackmore, piro até hoje!!!


Metallica – “Ride The Lightning” (1984)
  


Metallica “Ride The Lightning”. Este foi outro que peguei o bolachão gringo para gravar e a fita até desgastou de tanto eu ouvir, depois a RGE lançou nacional e eu comprei no ato!!! “Trapped Under Ice” é porrada total, e o tema principal, peso , energia e densidade de arrancar a pele!!! Demais!!!


Anvil – “Forged  In Fire” (1983)
  


Anvil “Forged In Fire”. Este foi mais um que tive que pegar emprestado porque não havia saído uma versão nacional, e eu me apaixonei pela banda, ouvi e ouço a anos, hoje em CD, a faixa título é um clássico do Metal mundial e julgo o Anvil como uma banda injustiçada, pois ela é influencia até para os caras do Metallica!!! PETARDO!!!


Judas Priest – “Screaming For Vengeance” (1982)
  


Judas Priest “Screaming For Vengeance”. Comprei em 1985 e não tirava da pick up o bolachão!!! Eu ficava de boca aberta com os agudos e a voz visceral de Halford, foi ali que pensei, poxa quero fazer isso da vida!!! Rsss!!! ARREGAÇO!!!

Mandou muito bem!
Reveja no "Blogando Metal" também a entrevista que Mário deu para o Blog e as resenhas de alguns de seus trabalhos, basta clicar nos links abaixo



Agradeço novamente a atenção que Mário Pastore dedicou ao "Blogando"


Henrique Linhares

29 de agosto de 2014

HQ: Mulher Gato, muito mais que uma ladra.


Órfã desde menina, Selina Kyle passou algum tempo em um orfanato feminino, do qual eventualmente fugiu. Sua inspiração para se tornar a Mulher Gato teria se originado ao observar o próprio Batman, personagem com o qual acabou tendo um romance, que não durou. A personagem de Mulher Gato teve diversas origens diferentes ao longo do tempo. Em Batman #1 de 1940, a Mulher Gato era conhecida simplesmente como "A Gata" e não vestia uniforme algum. Nessa época ela já era uma ladra de jóias que rivalizava com Batman. No mesmo ano, mais precisamente no outono, em uma outra versão de sua origem, ela sofre um acidente de avião e acaba tendo amnésia e a única coisa que acaba se lembrando é dos gatos que possuía na casa de seu pai. O tempo passou e no ano de 1986 uma outra versão para a origem da Mulher Gato acaba surgindo pelas mãos de Frank Miller. Nessa versão, Selina é uma prostituta que no passado foi abusada pelo próprio pai e que gosta de gatos e acaba se tornando uma ladra uniformizada ao ver Batman em ação no subúrbio de Gotham, onde vivia e trabalhava. Em outra versão, acaba se casando com Bruce Wayne após se arrepender de seus crimes.


A Mulher Gato surgiu em 1940, na revista Batman #1 (o Coringa também fez sua primeira aparição nessa edição). Ela era chamada de The Cat e não possuía um uniforme especial para se caracterizar como o faz atualmente.

Desde as primeiras aventuras da personagem, a Mulher Gato já era uma ladra inescrupulosa. Batman sempre se mostrou menos rígido com ela, visto que após recuperar os pertences roubados pela felina, Batman a deixava escapar.

Bob Kane e Bill Finger trabalharam duro para encontrar o visual e o nome perfeito para a personagem. Com o tempo ela ganhou o nome de Selina Kyle, uma dona de diversas lojas de animais que decidiu um dia se tornar uma ladra e, como gostava principalmente e de um modo todo particular de felinos, adquiriu o nome de Mulher Gato para atuar em Gotham City como criminosa profissional.

Numa história publicada em Batman #52, conhecida no Brasil por "A vida secreta da Mulher Gato", Selina sofre uma pancada na cabeça e passa a se recordar da sua vida antes de se tornar ladra. Ela conta que era aeromoça e sofreu um acidente de avião, quando então se esqueceu do passado (sofria de amnésia) e se tornou uma ladra. Ela fala também que seu pai era dono de uma loja de animais, onde havia muitos gatos.

No começo, ela se vestia com um vestido de seda e usava um chicote como arma. Assim sendo, a Mulher Gato tornou-se uma das personagens mais sensuais e populares da história dos quadrinhos, sendo considerada uma das personagens mais importantes e valorizadas no mundo do Homem Morcego. Sua exuberância e charme, e o "amor bandido" vivido pela mesma para com o Batman, chamaram uma atenção toda particular para si, adquirindo uma imensidão de fãs por todo o mundo.

Não era considerada precisamente como sendo uma personagem maldosa, mas passava longe também de ser uma personagem do bem. Simplesmente ela era uma mulher aventureira e animada que sentia um prazer imenso em não cumprir a lei e infernizar a vida do Batman.

Havia sempre em suas aparições, uma certa "tensão sexual" entre a Mulher Gato e o Batman. Onde por diversas vezes foi ressaltada a ideia de que um morcego não passa de um rato voador, e uma gata pode com facilidade caçar tal animal.


Era de Ouro

A Mulher Gato foi criada em 1940 para ser o interesse amoroso do Batman. Mas diferente de outras personagens que faziam par romântico com algum herói, os criadores queriam uma personagem ambígua, traiçoeira e que pudesse conquistar leitores de ambos os sexos. Ela foi criada originalmente para ser amante e ao mesmo tempo inimiga do Batman, mas seus atos criminosos nunca constaram assassinato como o Coringa. Seu uniforme mais conhecido nessa época é o clássico roxo com saias. Foi nesse período inclusive que surgiu a versão da amnésia da personagem, em que a mesma sofre um acidente de avião e se esquece do seu passado e por se lembrar somente de gatos acaba se tornando a ladra de jóias Mulher Gato.


Era de Prata

Na Era de Prata, iniciada entre os anos de 1955 e 1956, a Mulher Gato acabou esquecida em meio a toda bizarrice sofrida nas HQs com o personagem Batman. Somente no fim desse período, entre 1966 e 1967, que ela volta a ativa rivalizando com a personagem Lois Lane, e mais tarde enfrentando Batman, Robin e Batgirl. Seu uniforme mais lembrado é o verde inspirado na séria de Batman protagonizada por Adam West e Burt Ward na época.


Era de Bronze

Essa época abrange parte da era de Prata e Bronze, após o episódio da amnésia, passa a trabalhar com Batman e Robin e juntos como trio passam a combater o crime na cidade de Gotham City. Tempos depois a personagem decide abandonar sua vida de heroína e se casa com Bruce Wayne e tem uma filha chamada Helena Wayne, que já adulta, vira uma vigilante, chamada Caçadora. Nessa mesma época, a Mulher Gato é assassinada pelos capangas de Cernak.


Fonte: 


23 de agosto de 2014

Resenha: Nervosa - Victim Of Yourself (2014) / Time Of Death (2012)


Nervosa 
Thrash Metal
Brasil
"Victim Of Yourself"
2014
9,5

É, não foi por acaso que o EP "Time Of Death" (também conhecido por 2012) fez um sucesso estrondoso, e também não é por acaso que a banda Nervosa passou da condição de uma grande promessa do Metal nacional para uma concreta realidade, isso num espaço de tempo de apenas 2 anos.

Após muito elogios da crítica com o já citado EP, agora é a vez das meninas nos apresentarem seu debut "Victim Of Yourself", e novamente me rendo ao Thrash brutal e altamente técnico deste trio foda.

Thrash Metal Old School, é isso aí que você ai ouvir neste CD, nada de frescurinhas ou modismos, pancadaria do primeiro ao último acorde sem chances para você tentar respirar. A guitarrista Prika Amaral dá um show com seus riffs super agressivos e extremamente velozes, a baterista Pitchu Ferraz deve deixar com certeza muito marmanjo morrendo de inveja, desce o braço sem dó, e traz consigo toda a segurança dos grandes músicos, e a vocalista e baixista Fernanda Lira é simplesmente impecável, a doçura e delicadeza em pessoa, o que ela faz com seu baixo é de outro mundo, preste atenção em "Wake Up And Fight" e você vai entender o que eu quis dizer.

São 12 faixas incríveis, todas muito boas, é claro que existem os destaques, um deles fica por conta da faixa "Wake Up And Fight" que já mencionei acima, destacam-se também "Twisted Values" com uma introdução muito legal, "Justice Be Done" música na qual Pitchu destrói tudo a sua frente, "Morbid Courage" com riffs espetaculares e "Death!" a mais foda do CD na minha opinião. Minha única ressalva em relação a "Victim Of Yourself" fica por conta dos solos, acho que poderiam ter sido mais explorados, mas isto em nenhum momento desqualifica o álbum, que com certeza vai figurar entre um dos melhores lançamentos de Thash Metal do ano, e não digo isto considerando apenas o mercado nacional.

Nervosa - "Death"

Bem, "Victim Of Yourself" consegue manter o mesmo pique do EP que o antecedeu, e com toda certeza receberá os mesmos elogios rasgados da mídia especializada em música pesada. É muito bom saber que o Metal nacional cresce mais a cada dia e que não precisamos ficar "babando o ovo" dos gringos para ouvirmos em nosso país grandes bandas.

Faixas:

Intro
Twisted Values
Justice Be Done
Wake Up And Fight
Nasty Injury
Envious
Morbid Courage
Death!
Into Moshpit
Deep Misery
Victim Of Youself
Urânio em nós



Nervosa
Thrash Metal
Brasil
"Time Of Death"
2012
9,5

Uma provável reação ao se ouvir falar de um power trio formado por mulheres, e que toque Thrash Metal, seria, no mínimo, torcer o nariz e ficar desconfiado, afinal de contas o estilo é predominantemente dominado pelos homens. Mas confie em mim, não se deixe levar por ideias antiquadas.

E foi justamente por acreditar em seus ideais que a guitarrista Prika Amaral deu um belo de um foda-se para o preconceito babaca e para o machismo que existem por aí aos montes, recrutou a baixista e vocalista Fernanda Lira e a baterista Pitchu Ferraz e juntas montaram a incrível banda Nervosa, aliás, o nome reflete exatamente a proposta musical das meninas, ou seja, Thrash Metal da melhor qualidade executado "nervosamente".

Em 2012 lançam o EP "Time Of Death" que é simplesmente do caralho de bom!!!

São 3 faixas do mais brutal massacre sonoro tupiniquim, as influências de Kreator (da fase mais antiga), Destruction e Sodom são evidentes, e a qualidade técnica de Prika, Fernanda Lira e Pitchu Ferraz é gritante.
As músicas "Time Of Death", "Invisible Oppression" e "Masked Betrayer" são muito bem estruturadas e principalmente, muito bem executadas. Fica apenas aquele gostinho de quero mais, muito mais, afinal de contas o EP é bem curto, mas fica também a certeza de que este foi apenas o primeiro passo e muita coisa boa virá por aí.


Nervosa - "Masked Betrayer"

Olha, me desculpem os escrotos que se acham os donos da verdade, e que vivem dizendo que as mulheres não tem capacidade para fazer Metal de qualidade, a vocês digo o seguinte ... vão de f#@$%!!!

A banda Nervosa está aí para provar justamente o contrário. Metal se faz com o coração e não com o que se carrega no meio das pernas.

Faixas:

Time Of Death
Invisible Oppression
Masked Betrayer


Conheça um pouco mais sobre a banda:

http://www.nervosaofficial.com/

https://www.facebook.com/fernandalirafans

https://www.facebook.com/femalethrash



Henrique Linhares


21 de agosto de 2014

Release: Neogenese - Heavy Metal (São José dos Pinhais / PR)


No início de 2005, nasce o “embrião” da banda NEOGENESE.  Com Benito Cordeiro no baixo e Maicon Menta na bateria, ambos crias do metal oitentista!

Após algumas mudanças de formação, por conta da rotatividade de guitarristas e vocalistas, participam da coletânea “Heavens Rock In Concert – Volume III”, com a música “Defeat Of The Dragon”, que também está presente na coletânea “Roca Eterna Volume I”. 

Neste período a banda entra em hiato, voltando em seguida com outra formação para gravar a música “Postumus”, para a coletânea “Roca Eterna Volume II”.

Novamente um período de hiato, e então, decididos a seguir em frente a qualquer custo, acertam a seguinte formação: Benito – guitarra/vocal, Maicon – bateria, Diego – baixo, e com esta formação gravaram um EP.

Com o acréscimo de um novo vocalista (Tiago) e mais um guitarrista (Marlon), lançam em 2014 um álbum auto intitulado.



 O estilo da banda diverge tanto na música quanto nas letras, pois, mesmo que sempre centrados no Heavy Metal, procuram sempre mesclar todas as influências musicais do metal dos anos 80 e 90, e deste modo às temáticas das letras passeiam por todos os campos possíveis, desde pesadelos comuns e sentimentos de angústia, até historias medievais, fantasias e ficção científica.



Conheça um pouco mais sobre a banda Neogenese acessando:

https://soundcloud.com/neogenese

https://www.facebook.com/Neogenese


Contato:

benecorso@hotmail.com