25 de janeiro de 2018

Resenhas: Avatar - "Avatar Country" (2018)


Avatar
"Avatar Country"
2018
Century Media Records
Groove Metal
Suécia
8,0

Sou obrigado a confessar que nunca tive muita curiosidade a respeito da banda Avatar, eu havia visto alguns clipes deles e os achei "legaizinhos", apenas isso, e convenhamos o nome também não ajudava muito, só bem recentemente procurei conhecer o som dos caras mais profundamente e tive uma agradável surpresa, resultado disso ... virei fã.

A banda foi formada em 2001 na Suécia, e o som deles é uma mistura de tudo que se possa imaginar quando falamos de Metal, essa mistura tem tudo para não dar certo é bem verdade, mas no caso deles é algo que eu achei genial pois em momento algum eles se perdem, ao contrário, tudo se encaixa com uma perfeição incrível, a música é agressiva, técnica, melódica, isso tudo com um ar brincalhão que simplesmente fascina.

"Avatar Country" é o sétimo álbum da banda, é um trabalho conceitual que fala sobre o "país Avatar" e seu rei, neste lugar sua majestade é o centro de tudo, e neste universo imaginário nós ouvintes viajamos num mar de reviravoltas musicais inesperadas muito bem executadas.

Uma das marcas registradas da banda se faz presente muito claramente neste álbum, sua música crua e criativa, em "Avatar Country" ouvimos Death Metal melódico, Groove Metal, Hard Rock e até Progressivo, isto tudo em uma mesma faixa, por este motivo todo o CD se transforma em algo único e que vale muito mesmo ser apreciado, para mim é impossível destacar alguma canção, todas são muito legais.

Todos os músicos são muito bons, mas o vocalista Johannes Eckerström é uma figuraça que rouba mesmo a cena, afinal de contas a banda não poderia flertar com vários estilos se o vocalista
 não fosse capaz de variar sua voz conforme a necessidade, além disso ele se diverte a cada nota executada.

"Avatar Country" é uma excelente forma de ampliarem seus horizontes musicais curtindo, na minha opinião, uma das bandas mais criativas da atualidade.

Faixas:

Glory To Our King
Legend Of The King
The King Welcomes To Avatar Country
King's Harvest
The King Wants You
The King Speaks
A Statue Of The King
King After King
Silent Songs Of The King Pt.1: Winter Comes When The King Dreams Of Snow
Silent Songs Of The King Pt.2: The King's Palace

(Henrique Linhares)


24 de janeiro de 2018

Repassando 2017 (Parte III)

Mostrei nas duas partes anteriores desta retrospectiva alguns vídeos de álbuns muito legais lançados durante o ano de 2017, vimos Cradle Of Filth, Great White, Iced Earth e Xandria entre outros.
Vamos continuar agora com mais álbuns legais do ano passado como por exemplo os lançados pelas bandas Alestorm, Cavalera Conspiracy e Kobra And The Lothus ...

Obituary
Obituary
"Ten Thousand Ways To Die"


Souldrinker
War Is Coming
"Let The King Bleed"


Alestorm
No Grave But The Sea
"Fucked With An Anchor"


Gothminister
The Other Side
"Ich Will Alles"


Cavalera Conspiracy
Psychosis
"Spectral War"


Almanac
Kingslayer
"Losing My Mind"


Kobra And The Lotus
Prevail I
"You Don't Know"


Secret Sphere
The Nature Of Time
"The Calling"


Witchery
I Am Legion
"Of Blackened Wing"


Savage Messiah
Hands Of Hate
"Hands Of Hate"


Ainda não acabou, logo logo postarei mais lembranças de 2017, aguardem ...


16 de janeiro de 2018

Clássicos: Guns N' Roses - "Appetite For Destruction" (1987)

Appetite For Destruction
Guns N' Roses
1987

Lançado em 1987 pelo selo Geffen Records, mais precisamente em 21 de julho daquele ano, "Appetite For Destruction" apresentou ao mundo, de forma arrebatadora, uma das maiores bandas de Hard Rock do planeta, estou falando de Guns N' Roses.


O álbum não foi um sucesso imediato como muitos pensam, os caras ainda precisaram ralar um pouco para explodirem (mas foi bem pouco!), este CD só começou a ser notado após alguns shows da banda abrindo para nomes consagrados como Alice Cooper e Aerosmith, mas depois também!!!

Foram necessários 370 mil dólares de orçamento para a gravação deste álbum, o mesmo foi produzido por um na época novato Mike Clink e foi gravado no estúdio Rumbo Records.

Os vocais altos, rasgados e distorcidos de Axl Rose unidos aos solos alucinados e precisos de Slash foram aclamados pela crítica, "Appetite For Destruction" é considerado um dos mais importantes lançamentos de história do Rock, e isso não é exagero nenhum, foi e ainda é um grande sucesso comércial com mais de 40 milhões de cópias vendidas, é o disco de estréia mais vendido da história da música e o 11º álbum mais vendido nos E.U.A, está também na lista dos 200 álbuns definitivos do Rock And Roll Hall Of Fame além de aparecer no topo da lista dos "10 melhores álbuns de Rock de todos os tempos" da renomada revista Kerrang.

Uma particularidade sobre a capa do disco, nos Estados Unidos a capa original de Robert Williams foi proibida por ser considerada obscena e depreciativa contra as mulheres, em solo americano e mais alguns países também o álbum foi lançado com uma capa alternativa onde surge uma cruz com as figuras "sombrias" dos integrantes da banda.


Curti na plenitude a fase do lançamento deste trabalho, todo adolescente queria ser Axl Rose, era difícl não ver um garoto com um lenço amarrado à testa e mais difícil ainda encontrar um jovem que não soubesse decoradas as letras das clássicas "Welcome To The Jungle", "Paradise City" e "Sweet Child O' Mine", hits que tocam até hoje, mais de 30 anos após seus lançamentos.

A banda apresentava a seguinte formação na época do álbum:

Axl Rose (vocais e percussão)
Slash (guitarra solo)
Izzy Stradlin (guitarra rítmica e vocais de apoio)
Duff McKagan (baixo e vocal de apoio)
Steven Adler (bateria)

Faixas:

Welcome To The Jungle
It's So Easy
Nightrain
Out Ta Get Me
Mr. Brownstone
Paradise City
My Michelle
Think About You
Sweet Child O' Mine
You're Crazy
Anything Goes
Rocket Queen

(Henrique Linhares)


15 de janeiro de 2018

Resenhas: Krokus - "Big Rocks" (2017)


Krokus
"Big Rocks"
2017
Century Media Records
Hard Rock
Suíça
8,0

É preciso coragem para lançar um álbum só de covers, pois para este tipo de trabalho não existe um meio termo, isto é, ou fica muito bom ou uma verdadeira porcaria, mas algumas bandas já se encontram em um patamar que tudo o que fazem sempre fica muito bacana, e a banda Krokus é uma delas!

"Big Rocks" está recheado de clássicos, em sua grande maioria dos anos 80, o álbum é uma viagem no tempo que chega a ser viciante, é bem verdade que todas as versões são basicamente idênticas as originais, mas e daí? quem ousaria estragar "Whole Lotta Love", "The House Of The Rising Sun" ou "My Generation" com experimentos em sua grande maioria de gosto extremamente duvidoso? 

Me arrisco a dizer que especificamente no caso destes senhores realmente não seria preciso "inventar" novas versões, pois sempre que os ouço, na verdade sempre que ouço Marc Storace, fecho meus olhos e imagino o bom e velho Bon Scott na minha frente soltando a voz. Duvido que nunca tenham imaginado como soaria "Tie Your Mother Down", "Rockin' In The Free World" ou "Jumpin' Jack Flash" com Scott e seus berros!

Todas as faixas do CD são muito legais, confesso apenas que estranhei um pouco "Born To Be Wild" soando um pouco diferente, e o vazio deixado em N.I.B. apenas com a parte instrumental, mas esses pequenos detalhes não comprometem o todo, e ainda rola uma releitura própria de "Back Seat Rock'n'Roll, lançada em 80.

Resumindo, "Big Rocks" é um trabalho para quem curte Rock'n'Roll de verdade e não é fresco, como eu havia dito no início desta resenha, não existe meio termo para um albúm só de covers, e este na minha opinião, é incrível!

Faixas:

N.I.B. (Black Sabbath)
Tie Your Mother Down (Queen)
My Generation (The Who)
Wild Thing (The Troggs)
The House Of The Rising Sun (The Animals)
Rockin' In The Free World (Neil Young)
Gimme Some Lovin' (Spencer Davis Group)
Whole Lotta Love (Led Zeppelin)
Summertime Blues (Eddie Cochran)
Born To Be Wild (Steppenwolf)
Quinn The Eskimo (Manfred Mann Band)
Jumpin' Jack Flash (The Rolling Stones)
Back Seat Rock'n'Roll

(Henrique Linhares)