A Bio deste mês vai nos contar a trajetória de um dos monstros sagrados do Thrash Metal mundial.
Bem vindos ao universo do poderio germânico que atende pelo nome de ...
Kreator é uma banda de Thrash Metal de Essen, Alemanha que começou com o nome de "Tormentor" no início da década de 1980. A banda, influenciada pelo black metal "Old School" de bandas como Venom, tem influenciado o mais brutal do metal desde então. Grupos como Dimmu Borgir, Vader, Dark Tranquillity e Napalm Death já realizaram covers do grupo germânico.
Em meados de 1982 nasce a banda Tormentor, na cidade de Essen, (Alemanha), composto por Mille Petrozza (vocal/guitarra), Rob Fioretti (baixo) e Ventor Reil (bateria e alguns vocais). Em 1984, a banda lança uma demo chamada "End Of The World" com "Armies Of Hell", "Tormentor", "Cry War" e "Bone Breaker". No ano seguinte, na época conhecida pela "German Thrash Explosion", e
já com o nome da banda mudado para Kreator, é produzido o primeiro
álbum, "Endless Pain".
O disco torna-se um marco no Thrash Metal e Kreator passa a ser
considerada uma das mais rápidas e pesadas bandas da época, por isso o
seu estilo foi também denominado Speed Metal. Lançado pela gravadora Noise Records, o álbum contou com a produção de Horst Muller, que já produziu bandas como Deliverance, Celtic Frost e Hellhammer. Depois dos shows de divulgação, em 86 lançam "Pleasure To Kill".
Marcado por um som mais cru que o anterior, saiu novamente pela Noise
Records e foi produzido por Harris Johns, que trabalhara com o Immolation, Sodom, Pestilence, Therion, Voivid e Helloween. Jörg Trzebiatowski é então recrutado para a segunda guitarra da banda e ainda em 86 é lançado o EP "Flag Of Hate",
pela Combat Records, contendo 3 músicas inéditas e as faixas "Endless
Pain", "Tormentor" e "Total Death" regravadas. Em 87 é produzido um
vídeo para "Toxic Trace" do EP.
Em 1987, é lançado "Terrible Certainty", um álbum focado totalmente no Thrash Metal. Produzido por Roy Rowland, foi considerado um dos mais pesados álbuns dos anos 80. "Extreme Aggression", sai em 89 pela Epic Records. Gravado em Berlim (Alemanha), contou com uma participação especial de Greg Saenz (mais
tarde ele se tornaria baterista do Suicidal Tendencies) fazendo backing
vocal. O álbum foi produzido por Randy Burns, que também já produziu
bandas como Death, Nuclear Assault, Megadeth e Suicidal Tendecies. Alguns fãs o encaram como uma fase de maturidade da banda. As letras
continuam depressivas e as músicas ficam mais lentas, revelando um outro
lado musical do grupo. O Kreator entra em tour pela Austrália, Japão, Moscou, Tchecoslováquia, Argentina, Chile, Brasil e Estados Unidos. Porém a banda tem problemas com sua formação e Jorg Trzebiotowski sai durante a tour, entrando em seu lugar o guitarrista Frank Gosdzik (ex-Sodom). No mesmo ano é produzido um clipe para a música "Betrayer", seguido dos lançamentos do EP "Out Of The Dark ... Into The Light" e do vídeo "Extreme Aggression: Tour 1989/'90, Live In Esat Berlim". Em 90 sai o álbum "Coma Of Souls" pela gravadora Epic Records. O Kreator surpreende novamente e o álbum
se torna mais um marco do Thrash Metal. "Coma Of Souls" contou com o
engenheiro de som Jason Roberts, que já trabalhou com House Of Pain e
Cypress Hill. A capa é de Andreas Marschall, que já fez os trabalhos das
capas de "Dawn Of Possession" (91) e "Here In After" (96) do Immolation; "Dangerous Meeting" (92) do King Diamond; "End Complete" (92) do Obituary; e "Pile Of Skulls" (92) e "Wild Black Hand Inn" (94) do Running Wild. No final do ano mais um clipe é produzido, agora para a faixa "People Of The Lie".
Dois anos depois, em 92, é lançado o álbum "Renewal", que contou com a produção de Tom Morris, conhecido por já ter trabalhado com o Savatage, Kamelot, Morbid Angel e feito a mixagem do "Beneath The Remains" (89) do Sepultura. A banda muda muito seu estilo, ficando mais leve, lenta e com vocais
menos rasgados. As influências industriais são evidentes e o álbum fica
longe das ideias do antigo Kreator, mesmo nas letras. A credibilidade e
sinceridade do som do Kreator parecia ter sumido e dado lugar a uma
forçada evolução, nada natural. Não para o Kreator, que havia se
consagrado como uma das mais autênticas bandas de Metal até então. A
banda perde assim muitos de seus fãs. O Kreator é acusado, inclusive, de mudar de estilo radicalmente por
causa das baixas vendas da época para o público Thrash. Parecia que o
Thrash e as boas bandas que haviam, tinham entrado em decadência.
"Renewal" desapontou os fãs, principalmente porque eles achavam que o
Kreator seria uma das únicas bandas do verdadeiro Thrash que
sobreviveriam à década de 90. Alguns dizem que seis álbuns em oito anos
fizeram a criatividade ficar em baixa. O álbum permanece até hoje como o
mais controverso da banda. O Kreator percebe o que está acontecendo e entra numa longa tour
europeia. Logo depois o baterista Ventor Reil, um dos fundadores, sai da
banda. É lançado na sequencia um clip para a música "Renewal". Três anos após "Renewal", é lançado em agosto de 95 "Cause For Conflict". Voltam peso e velocidade com pouco espaço para experimentos, como os do álbum anterior. Com o novo batera, Joe Cangelosi,
o CD é produzido por Vincent Wojno, que já trabalhou com Machine Head,
Testament e Pro-Pain. As ilustrações são do percussionista Junior,
"especialista" em participações especiais em álbuns de bandas e artistas
famosos de vários estilos. Entre eles está o brasileiro Carlinhos Brown,
e sua participação no álbum "Alfagamabetizado" (97), onde é um dos
timbaleiros. As fotografias do encarte são de Dirk Rudolph, que fez
também a capa de "Astral Sleep" (91) do Tiamat; "Night Of The Stormrider" (92) do Iced Earth e "Sehnsucht [Slash]" (98) do Rammstein. Mais tarde, são produzidos clips para as músicas "Lost" e "Isolation" e o vídeo "Hallucinative Comas".
O álbum "Scenarios Of Violence" é lançado em 96, ano seguinte. Produzido por Siggi Bemm, que trabalhou também com Samael, Grip Inc., Tiamat, The Gathering, Rotting Christ e Moonspell, o álbum teve capa idealizada pelo vocal Mille Petrozza e pelo artista Peter Dell, que fez as ilustrações.
Em meados de 97 sai "Outcast", mixado por Ronald Prent (Def Leppard, Queensrÿche e Rammstein) e novamente com produção de Vincent Wojno. As fotografias dessa vez,
são de Harald Hoffmann, que também fez as de "Deeper Kind of Slumber"
(97) do Tiamat. A influência industrial volta e o Kreator perde um pouco da
adrenalina. Sente-se uma atmosfera Doom que insinua novos caminhos e
mudança de estilo da banda. Depois do lançamento, a banda entra
rapidamente em Tour e são feitos clips para "Leave This World Behind" e
"Outcast". Abril de 99 trouxe muita confiança para alguns fãs da banda e recusa de outros com o álbum "Endorama".
Com elementos progressivos como guitarras sintetizadas e até piano em
algumas introduções, ainda há um toque industrial, como distorções no
vocal, e teclados com melodias um pouco arrastadas. As músicas "Endorama" e "Chosen Few" também ganham clips e a banda faz alguns festivais pela Europa. A coletânea "Voices Of Transgression - A 90"s Retrospective" é lançada no mesmo ano pela Gun Records. O álbum trazia 17 faixas dos
discos "Cause For Conflict", "Outcast" e "Endorama", e 3 bônus que
saíram junto com o lançamento desses discos. Depois desse lançamento, o
Kreator entra em Tour pela Europa com o Moonspell. No ano 2000, é lançado o single "Chosen Few"
pela gravadora BMG, com as músicas "Endorama" e uma versão de "Children
Of A Lesser God" que não foi para o álbum, além dos dois clips
"Endorama" e "Chosen Few" em CD-ROM.
Em 2001, o guitarrista finlandês Sami Yli-Sirniö substituiu Tommy Vetterli,
que, por um problema que o impedia de tocar com frequência, teve que
deixar a banda. Eles entraram em estúdio e gravaram o álbum "Violent Revolution".
Com músicas mais trabalhadas, ritmo rápido e um som mais pesado que o
restante da discografia, o disco marcou o abandono do grupo das
influências do industrial/gótico para retornarem totalmente ao Thrash
Metal. Foi gravado um videoclipe para a faixa-título que ajudou a
popularização do álbum, divulgando a nova fase da banda. Em 2003, sai pela Steamhemmer o DVD "Live Kreation - Revisioned Glory", com 19 faixas tocadas ao vivo no Brasil, Coréia do Sul e Alemanha durante a "Violent Revolution Tour 2002", além de incluir todos os videoclipes gravados na carreira. Seguindo a mesma linha sonora de "Violent Revolution", em 2005 é lançado "Enemy Of God",
onde é mantida a complexa estrutura das canções e vê-se uma pegada mais
progressiva na últimas faixas. A versão DVD incluía, além do álbum, a
apresentação da banda realizada no Wacken Open Air de 2005.
Depois de mais quatro anos a banda volta a gravar um álbum de estúdio, trazendo "Hordes Of Chaos" em 19 de janeiro de 2009.
Desta vez as músicas são mais diretas e rápidas e, ainda que seja mais
curto que os anteriores, não priva a brutalidade que é marca registada
da banda.
Em 2012 é anunciado um novo álbum, "Phantom Antichrist", que foi lançado em junho pela gravadora Nuclear Blast.
Com esse disco percebe-se que a banda mesclou o som apresentado nos
álbuns anteriores, com algo da fase mais gótica do fim dos anos noventa,
apresentando uma maior intensidade das melodias e estendendo a
complexidade sonora. O bônus do álbum (lançado em DVD) contém
"Conquerors Of The Ice - The Making Of Phantom Antichrist", um breve
documentário abordando a gravação do álbum, e também "Harvesting The
Grapes Of Horror", que são duas apresentações no festival WOA, realizadas em 2011 e 2008.
Discografia
Endless Pain (1985) Pleasure To Kill (1986) Flag Of Hate (EP - 1986) Terrible Certainty (1987) Out Of The Dark ... Into The Light (EP - 1988) Extreme Aggression (1989) Coma Of Souls (1990) Renewal (1992) Cause For Conflict (1995) Outcast (1997) Endorama (1999) Violent Revolution (2001) Live Kreation (2003) Enemy Of God (2005) Hordes Of Chaos (2009) Terror Prevails: Live At Rock Hard Festival (2010) Phanton Antichrist (2012) Fonte de pesquisa: http://pt.wikipedia.org/wiki/Kreator
Não se pode falar sobre clássicos da
música pesada sem mencionar “Screaming For Vengeance” da banda Judas Priest. O
8º álbum de estúdio dos britânicos é considerado até hoje uma de suas maiores
obras e fonte de influência direta para muitas outras bandas famosas.
“Screaming For Vengeance” é um dos álbuns
mais cultuados do Heavy Metal e foi um dos maiores responsáveis por elevar ao
ápice a carreira internacional da banda.
Mas chega de blá, blá, blá, e vamos logo falar
sobre o que realmente importa, as músicas.
Abrimos o álbum com “Hellion”, um dos
instrumentais de introdução mais perfeitos já criados por uma banda, cada um
dos seus acordes é definitivamente fenomenal e, honestamente falando, seria
impossível imaginar “Electric Eye” sem “Hellion” como sua introdução. E por
falar em “Electric Eye”, meu Deus que riffs são aqueles? De qual parte do
universo Glenn Tipton e K.K. Downing vieram? E a voz de Halford então? Os solos
de guitarras se revezando são inacreditáveis, confesso que hoje imagino está
música sendo gravada com Scott Travis na bateria, me arrisco a dizer que seria
tão pesada quanto é “Painkiller”.
“Riding On The Wind” vem na sequência com extrema
velocidade, e novamente lá estão Tipton e K.K. destruindo tudo com suas
guitarras, o refrão desta música é daqueles que nunca mais se esquece. “Bloodstone”
é uma pequena pausa para se respirar, não que esta faixa seja uma “baladinha”,
ela é sim menos rápida e mais cadenciada, mas é bastante carregada e pesada e
Halford usa um vocal mais grave em sua interpretação, o resultado final é bem
legal.
Em seguida temos “(Take These) Chains” e
Pain And Pleasure”, duas boas canções que servem de aperitivo para a ótima
faixa, “Screaming For Vengeance”, sei que estou “chovendo no molhado” mas não
mencionar os riffs e o refrão desta música chega a ser um sacrilégio, são
espetaculares!.
Outro momento de pura inspiração metálica
fica por conta da faixa “You’ve Got Another Thing Comin”, definitivamente
clássica, uma das músicas que marcam a trajetória vencedora de qualquer banda, mescla
exata de peso, agressividade e é claro muita genialidade também.
E depois de tanta coisa boa fechamos o
álbum com “Fever” que é uma canção boa, mas não merece nenhum comentário a mais
e “Devil’s Child” esta sim novamente abusa dos riffs e do refrão grudento.
Enfim, “Screaming For Veangeance” é um CD
indispensável na coleção de qualquer headbanger
de verdade, um trabalho acima da média e que deixou suas sementes germinando no
mundo do Metal.