8 de fevereiro de 2018

Resenhas: White Wizzard - "Infernal Overdrive" (2018)


White Wizzard
"Infernal Overdrive"
2018
Trooper Entertainment
Heavy Metal
E.U.A.
8,0

Saiu "Infernal Overdrive", 4º álbum da banda americana White Wizzard, e só para variar o baixista Jon Leon e sua nova trupe estão mandando muito bem outra vez. 

Bom, a banda não foge ao Heavy Metal com aquela visão mais clássica dos anos 80, abusando dos riffs espinhosos, solos viajantes e um vocal bastante seguro recheado de gritos, aliás o frontman Wyatt Anderson faz isto com bastante competência, entretanto, neste novo trabalho percebemos alguns flertes com influências progressivas e Rock setentista, as canções apesar da velocidade e do peso estão bem mais acessíveis e em algumas faixas há até uma certa extravagância com tempo.

Vamos ao álbum, a faixa título "Infernal Overdrive" é pura energia com a garganta afiadíssima de Anderson rasgando nossos ouvidos e anunciando bons momentos, como eu disse as músicas são por vezes velozes "Storm The Shores" e flertam com Rock setentista "Pretty May", mas na minha opinião "Chasing Dragons" merece total destaque, ela é o espelho deste trabalho, ao longo dos seus mais de 8 minutos passeia por variações incríveis, tem solos inspiradíssimos, um refrão que não sai da mente, uma cozinha segura e talento acima de tudo, as outras músicas seguem a mesma fórmula, é bem verdade que em "The Illusion's Tears" (outra faixa bastante longa com mais de 11 minutos), os caras dão umas derrapadinhas, pois acaba se tornando meio cansativa, mas não é ruim, apenas cansativa.

Eu gosto muito de resenhar álbuns de Metal clássico, nunca escondi que se trata de meu estilo preferido, e "Infernal Overdrive" é muito bom de se ouvir, gostei de suas variações, das suas experiências sem exageros, e principalmente, gostei do talento desta formação da banda, acho apenas que algumas faixas poderiam ser menores em sua execução, assim sobraria tempo para mais músicas. Enfim, é um CD muito bacana.

Faixas:

Infernal Overdrive
Storm The Shores
Pretty May
Chasing Dragons
Voyage Of The Wolf Raiders
Critical Mass
Coccon
Metamorphosis
The Illusion's Tears

(Henrique Linhares)


6 de fevereiro de 2018

Resenhas: Saxon - "Thunderbolt" (2018)


Saxon
"Thunderbolt"
2018
Silver Lining Records
Heavy Metal
Inglaterra
9,0

Acaba de sair do forno, mais precisamente no último dia 02, "Thunderbolt" o 22º álbum de estúdio da banda Saxon, um dos maiores nomes do Heavy Metal mundial é ícone do movimento New Wave Of British Heavy Metal.

Se você gosta de Heavy Metal de verdade, clássico, com aqueles riffs sensacionais, uma cozinha extremante pesada e precisa, refrões marcantes e somado a isso vocais incríveis, então meu amigo você gosta do que realmente é bom, e "Thunderbolt" transborda tudo isso e de um modo super competente.

Vejamos, "Olympus Rising" é uma curta introdução que abre o CD já nos dando uma mostra de tudo que esta por vir, daí para frente se segure na poltrona pois você será bombardeado com o que existe de melhor no mundo do Metal, os riffs rasgados da faixa título, "Thunderbolt", inundam o ambiente em seguida, e os vocais de Biff Byford nos provam que a idade apenas traz mais competência a quem domina o que faz, sem nos dar tempo para respirar "The Secret Of Flight" dá prosseguimento a invasão sonora britânica servindo de aperitivo para "Nosferatu (The Vampire's Waltz)" que é devastadora, carregada, genial, perfeita, daquelas músicas que você quer ouvir 100 vezes seguidas.

Bom depois de ouvir "Nosferatu" algumas vezes me lembrei que precisava analisar o restante do álbum, e foi aí neste momento que curti uma faixa muito legal "They Played Rock And Roll" uma homenagem ao lendário Motörhead, na sequência "Predator" que se traduz em uma das músicas mais pesadas deste petardo, inclusive com vocais guturais em algumas passagens, uma novidade que ficou muito bacana, "Sons Of Odin" não deixa a adrenalina diminuir e o que dizer de "Sniper" e "A Wizard's Tale" com Paul Quinn e Doug Scarratt devastando tudo com seus riffs rasgados, a verdade é que temos mais velocidade ainda em "Speed Merchants", e mais peso em "Roadies' Song", o natural após esta Blitzkrieg seria a tradicional baladinha, é seria, mas o que temos é uma versão ainda mais carregada para "Nosferatu" para sim finalizar com maestria este banquete de NWOBHM, bom se você sabe o que isso significa, você é uma pessoa feliz.

Na minha opinião, "Thunderbolt" é um incrível álbum de Heavy Metal autêntico, sem frescuras, sem invenções, sem inovações e sem enrolações, mas que acerta em cheio na qualidade, na experiência e no acreditar sempre que Metal está acima de modismos e é um estilo que nunca deixará de existir.

Faixas:

Olympus Rising
Thunderbolt
The Secret Of Flight
Nosferatu (The Vampire's Waltz)
They Played Rock And Roll
Predator
Sons Of Odin
Sniper
A Wizard's Tale
Speed Merchants
Roadie's Song
Nosferatu (Raw Version)

(Henrique Linhares)


5 de fevereiro de 2018

Vídeos: Bleeding Gods - "From Feast To Beast"

A banda holandesa Bleeding Gods lançou no início deste ano o álbum "Dodekathlon", junto ao CD, foi lançado também um vídeo para uma  das faixas do trabalho, apesar de ser bem basicão, apenas com imagens dos integrantes, o vídeo dá uma boa impressão de como deve ser o grupo ao vivo.

"From Feast To Beast"


Vejam a nossa resenha para o álbum "Dodekathlon" no link abaixo



2 de fevereiro de 2018

Resenhas: Anvil - "Pounding The Pavement" (2018)


Anvil
"Pounding The Pavement"
2018
Anvil Enterprises/Steamhammer,SPV
Heavy Metal
Canadá
7,0

Na ativa desde 1978, os veteranos da banda Anvil acabam de lançar "Pounding The Pavement" seu 17º álbum. Só para constar, apesar de nunca terem "decolado" mundialmente como uma grande banda, os caras são influência declarada de monstros como Slayer, Megadeth, Metallica e Anthrax e é justamente por isso que merecem muito respeito.

Bom, "Pounding The Pavement" é um típico álbum de Heavy Metal, com riffs bem legais, peso, uma cozinha impecável e refrões grudentos, é também uma agradável viagem ao Metal dos anos 80, mas não se pode falar muito mais que isso a respeito dele.

Quanto as músicas, "Bitch In The Box" abre o CD com muita energia e um riff arrasador, em seguida temos "Ego" que é bem veloz e tem aquele tipo de refrão que citei anteriormente, daí para frente os caras se perdem um pouco na mesmice, voltam a acertar a mão novamente em "Pounding The Pavement" que dá nome ao trabalho e é um instrumental muito bom, e por fim "Nanook Of The North" muito legal desde sua introdução e na minha opinião a melhor faixa do álbum, mas para por aí.

"Pounding The Pavement" é um trabalho que complementa a extensa discogarfia da banda, não é algo espetacular que ficará marcado na história dos caras, mas também não é nenhuma mancha, como eu disse é um complemento que vale a pena ser escutado uma vez ou outra.

Faixas:

Bitch In The Box
Ego
Doing What I Want
Smash Your Face
Pounding The Pavement
Rock That Shit
Let It Go
Nanook Of The North
Black Smoke
World Of Tomorrow
Warming Up
Don't Tell Me (Bonus Track)

(Henrique Linhares)